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Vai viajar de moto pela América do Sul? O seguro viagem não cobre — e a lista tem 12 países

Existe uma exclusão específica para moto como transporte principal em 12 países sul-americanos. É a cláusula que mais surpreende motociclista, e ela vale para todas as coberturas da apólice.

11 de agosto de 2026 · 3 min de leitura

Viajar de moto pela Rota 40, subir os Andes até Ushuaia, cruzar o Atacama — é um dos roteiros mais desejados por motociclista brasileiro. E é justamente onde mora uma das exclusões mais duras do Seguro Viagem Individual da Porto Seguro.

Se a moto é o meio de transporte principal da viagem, a apólice não cobre nada nestes 12 países:

Argentina · Colômbia · Chile · Equador · Venezuela · Bolívia · Paraguai · Peru · Uruguai · Guiana · Suriname · Guiana Francesa

Está na cláusula 5.2, alínea g, das Condições Gerais — e a seção 5.2 começa dizendo que ficam excluídos os acidentes e eventos decorrentes daquilo que ela lista. Não é uma cobertura a menos. É a exclusão valendo sobre o conjunto.

Por que essa exclusão existe

Não é implicância com motociclista. É estatística de sinistro: moto em rodovia de montanha, altitude, estrada de terra e trânsito de país com fiscalização irregular concentra uma severidade que a precificação do produto não comporta.

O que chama atenção é o recorte geográfico. A exclusão não diz "moto". Diz moto nesses países. O que significa que ela é uma regra de cruzamento: nem a moto sozinha, nem o destino sozinho a disparam.

O detalhe que salva a viagem: "transporte principal"

Aqui está a distinção que muda tudo, e ela é a mesma da cláusula 4.8 — o que conta é o transporte principal da viagem, o trajeto de ida ao destino e de volta.

No segundo caso, aliás, vale lembrar de outra cláusula que costuma passar batido: pilotar qualquer veículo que exija habilitação sem ter a habilitação legal e apropriada exclui a cobertura (5.2, alínea e). Ou seja — alugar moto no exterior sem categoria A na CNH tira sua proteção mesmo numa viagem que chegou de avião.

O que sobra para quem vai de moto mesmo assim

Sendo direto: este produto não é para essa viagem. Não adianta comprar um plano e torcer.

O caminho de quem viaja de moto pela América do Sul costuma ser outro:

  1. Seguro específico de motociclismo/aventura, geralmente contratado com seguradora especializada, com prêmio bem mais alto e questionário próprio de risco.
  2. Cobertura via clube ou associação de motociclismo, que às vezes negocia apólice coletiva.
  3. Assistência médica internacional avulsa, que não é seguro viagem, mas resolve a parte médica — que é a que mais importa.

A Inveru é corretora do grupo Mazzoni & Vieira e distribui produtos Porto Seguro. Este caso está fora do que conseguimos atender, e preferimos dizer isso do que te vender uma apólice que não vai pagar.

O que a gente faz com isso

Quando alguém nos conta que vai de moto para um desses países, o Conselheiro avisa antes de mostrar qualquer plano. Não é gentileza: é a única forma honesta de conduzir a conversa quando a resposta certa é "não compre isto".

A exclusão que ninguém leu é a que mais dói. Ela custa nada para ser dita antes, e custa a viagem inteira quando aparece no sinistro.